domingo, 12 de fevereiro de 2012

a ti, que, vou ter saudades.

"se ficar doente ficas comigo?" lembraste?! enquanto estávamos juntos o tempo parava, estavas para mim como eu para ti, rias-te das minhas expressões e até eras capaz de as ridicularizar, utilizando-as sempre que necessário, principalmente para dares ênfase àquilo que nutrias por mim - "MONTE, percebes?". todas as manhãs, sem excepção, deliciavas-te ao dar-me as boas vindas, a mais um dia que prometia ser nosso, como sempre. eu estava rendida a ti, estava tão feliz, contigo, idealizávamos tudo, com a antecedência suficiente, para ser inesquecível, até um dia a jogar futebol, era um dia feliz e finalizavas sempre com: "as nossas filhas vão ser como a mãe". não te consigo precisar em sentimentos aquilo que em actos farei da melhor maneira, porque, ao contrário de ti, arrisquei demasiado! nos meus dias, nos dias em que te deslumbravas só com uma gargalhada minha, andávamos por esta cidade sem destino ou direcção, tal como a nossa história, narrada por todo um leque de músicas, quando a leres basta pegares numa de, agora, escassas fotografias em que estamos juntos. eu sei que não compreendes todos os pontos finais que ordeno, na nossa relação, nem eu própria o consigo fazer, mas, de forma tão subtil quanto tu próprio, continua a lembrar-te de mim, porque - "eu vou estar sempre contigo, até mesmo quando deixar de estar"

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